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“Incorpore novos aprendizados, sem perder o seu DNA”, é o recado no segundo dia da Feira do Empreendedor

24/10/2021

A empresária Karine Oliveira, da startup Wakanda, conversou com os visitantes da Arena do Conhecimento sobre as lições aprendidas em 2021 e as tendências para o próximo ano

“As empresas que conseguiram sobreviver durante a pandemia e estão se sobressaindo, inclusive com aumento de faturamento, são aquelas que entenderam as necessidades do cliente e encontraram uma forma de se comunicar com eles de modo empático”. A reflexão feita pela empresária Karine Oliveira, CEO da empresa Wakanda Educação, abriu o segundo dia de apresentações na Arena do Conhecimento, na Feira do Empreendedor 2021. Karine falou aos empreendedores e potenciais empresários sobre as “Tendências de Negócios MEI para 2022”. O evento, realizado pelo Sebrae, acontece até o dia 27, de modo online e totalmente gratuito. Estudos feitos pela instituição mostram que o empreendedorismo se tornou, durante a pandemia, a principal fonte de sustendo para milhões de brasileiros. No primeiro semestre de 2021, o número de micro e pequenas empresas e de microempreendedores individuais (MEIs) abertos foi o maior desde 2015. Nos seis primeiros meses, do ano foram criados 2,1 milhões de negócios nesses segmentos, 35% a mais do que o registrado no mesmo período de 2020 e quase o dobro de 2015.

A palestrante Karine Oliveira fez um alerta de que, com a pandemia, nós sofremos uma verdadeira enxurrada de informações. Com isso, as formas de divulgar o negócio tiveram de se adaptar. As propagandas diretas, que unicamente oferecem um produto ou serviço perderam espaço. “É como se nós estivéssemos andando na rua e houvesse a cada esquina alguém empurrando um panfleto na nossa cara, a todo instante”, compara. Ela diz que as empresas começaram a perceber que era fundamental entender e sintonizar-se com as necessidades do público. “Os empresários que trabalham com alimentação fora do lar, por exemplo, foram os primeiros a compreender essa realidade. Em lugar de simplesmente oferecerem seus produtos, eles passaram a comunicar sobre a forma como os alimentos eram preparados, embalados e entregues, dentro de todos os parâmetros de biossegurança.  Isso porque eles entenderam que o cliente estava muito inseguro e buscando um alimento saudável, que fosse produzido dentro das regras de segurança sanitária”, ilustra Karine.

 

Cultura digital

Outro alerta feito pela empresária sobre uma tendência que se consolidou em 2020 e 2021, e se mantém muito forte para o próximo ano, foi a importância de as empresas incorporarem a cultura digital. Karine Oliveira partiu do próprio exemplo da sua empresa. A Wakanda surgiu em 2020, como MEI, como uma startup de impacto social, voltada para a tradução de conteúdos voltados a empreendedores. Ela comenta que apesar de ser muito jovem – ela tinha 26 anos quando abriu a empresa – toda a operação do negócio era analógica. “A chegada da pandemia foi uma rasteira muito grande para nós. De uma hora para outra, tudo ficou perigoso. Foi um choque enorme. Nós tínhamos uma baixíssima cultura digital. A minha experiência com tecnologia era muito pequena. Eu fazia tudo que pudesse no papel. Tudo era físico: reuniões, encontros, cursos, mentorias...”, revela Karine. Ela conta que a empresa não usava aplicativos para dar seus cursos. “Nós precisamos reaprender a fazer tudo. Levamos 6 meses para entender como fazer as nossas aulas no formato online. Tivemos de descobrir um jeito de dar aulas à distância”, diz a empresária.

Karine comenta que as empresas que já tinham uma cultura digital estavam mais preparadas para esse desafio. “Aqui na Bahia, tivemos o exemplo de duas baianas de Acarajé (mãe e filha), que não pararam de vender com a chegada da pandemia porque já estavam se preparando para essa mudança tecnológica. Antes mesmo do lockdown, elas já tinham começado a operação com serviço de delivery. Quem não anteviu essa necessidade, perdeu clientes”, exemplifica.

 

Não perca o seu DNA

Karine destaca que o digital é uma transformação que veio para ficar. “Isso não significa que o modo presencial não vai mais acontecer. Mas o empreendedor precisa ter consciência de que ele tem de tornar o seu negócio localizável e acessível ao potencial cliente. A experiência do consumidor de pesquisar opções de serviços no conforto de casa, sem ter de ir à rua, presencialmente, vai continuar acontecendo. O dono de um pequeno negócio precisa se perguntar: como eu posso atrair e engajar o meu cliente à distância?”, diz a empresária. Ela faz, no entanto, um alerta: “Absorva conteúdo, incorpore novos conhecimentos, mas não abra mão do seu DNA”.

Nesse contexto, a empresária chama a atenção sobre como as empresas podem buscar relevância nas redes sociais. “Uma tendência muito forte para 2022 é que os clientes estão cada vez mais conscientes. Eles querem entender o que mais você faz além de vender um produto ou serviço. Qual é o seu propósito? Qual o seu diferencial, que vai para além da atividade fim do seu negócio?”, questiona. Ela lembrou o exemplo do cabeleireiro baiano, Leo Santos, que conseguiu notoriedade ao criar um canal no Youtube mostrando como o seu trabalho mudava a autoestima das pessoas, desde adolescentes de 16 anos até pessoas na melhor idade. “Seja qual for o segmento de atuação da empresa, é fundamental buscar uma forma de conectar-se com o seu público de forma empática”, diz Karine.

 

Arena da Retomada

A Feira do Empreendedor criou, em 2021, um espaço pensado integralmente para atender o dono de um pequeno negócio que atravessou a crise da pandemia e busca agora condições de recuperar a saúde da empresa depois do período de perdas.

Na Arena da Retomada, os empresários vão encontrar primeiramente um Quiz elaborado por especialistas do Sebrae a partir da experiência de milhares de atendimentos realizados ao longo dos últimos meses de crise. Nele, o empreendedor interessado em pedir um empréstimo poderá fazer um diagnóstico voltado para a sua realidade e descobrir quais são as linhas de crédito que estão disponíveis no mercado e que melhor se adequam ao seu perfil.

Além disso, os visitantes têm à sua disposição uma enorme diversidade de conteúdos elaborados pelo Sebrae para orientá-los sobre como tomar o crédito da forma mais segura possível. São vídeos e e-books que esclarecem dúvidas sobre temas como o Fundo de Aval do Sebrae (Fampe), o uso consciente do crédito, um guia para entender as linhas de crédito emergencial disponíveis para cada perfil de empresa, materiais com orientação passo a passo sobre crédito e sobre como renegociar dívidas, entre outros.

Por fim, além de poder conversar diretamente com consultores especializados do Sebrae, os visitantes também contam, na Arena da Retomada, com a oportunidade de conversar com representantes de dezenas de instituições financeiras de âmbito estadual e nacional, como: Banco do Brasil, Caixa Econômica, Banco do Povo, Banco Original, BNDES, Banco do Nordeste, Banco da Amazônia, Itaú, além do Sicoob e Accrédito.

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